A AdaptLink é um provedor de internet do Rio de Janeiro que cresceu rápido e, como acontece com quase todo provedor, acumulou softwares diferentes pra cada área do comercial. O VoIP registrava uma coisa. O CRM registrava outra. As contas de anúncios tinham as suas métricas. As páginas de captação despejavam leads em planilhas. Cada ferramenta fazia bem o que se propunha a fazer — e ninguém conseguia enxergar o processo inteiro.
Quando a gente entrou pra ajudar, a pergunta central não era “qual ferramenta trocar”. Era: como a gente enxerga 100% do comercial em um lugar só?
O problema por trás da pilha de ferramentas
O gestor comercial da AdaptLink entrava em três sistemas pra fechar uma leitura básica do dia: quantos leads entraram, quantos viraram reunião, quantos fecharam. Pior: cada sistema tinha uma régua diferente de “lead qualificado”. O que era MQL na página de captação não necessariamente era MQL no CRM. E o VoIP não conversava com nada.
O resultado prático é o que você provavelmente já viu: decisão baseada em intuição, relatório feito na unha em fim de mês, e um ciclo de cobrança de vendedor em cima do número que aparece em um dashboard incompleto.
A arquitetura que entregamos
Desenhamos um pipeline que puxa dados de todas as fontes comerciais e despeja em um banco central. A partir desse banco, tudo vira possível: dashboard web, leitura por IA, alertas, relatório trimestral.
Conexão das fontes de dados
VoIP, CRM, contas de anúncios (Meta e Google) e páginas de captação passam a alimentar o banco central com frequência diária.
Normalização do funil
Cada evento vira um registro no mesmo modelo: lead → qualificação → reunião marcada → reunião realizada → proposta → fechamento.
Dashboard web para leitura manual
O gestor abre um link e vê o funil inteiro, com quebras por origem, vendedor, canal e período. Zero planilha.
MCP conectado ao banco
Construímos um MCP que expõe os dados do banco para Claude Code ou Claude web. Qualquer pergunta em linguagem natural vira consulta nos dados reais.
Análise trimestral automática por IA
A cada três meses, uma IA roda sobre o banco central e devolve leitura executiva: o que aconteceu no funil, o que mudou, o que ajustar.
O MCP — por que isso muda o jogo
Centralização de dados é o básico. O que destrava o comercial de verdade é dar pra IA um caminho direto até esses dados. É isso que o MCP faz.
Na AdaptLink, o MCP está conectado tanto ao Claude Code quanto à interface web do Claude. O gestor abre uma conversa e pergunta:
- “Quantos leads de Meta Ads viraram reunião nos últimos 30 dias?”
- “Qual vendedor está com maior taxa de no-show essa semana?”
- “Me mostre o tempo médio entre primeira ligação e proposta por origem.”
A IA consulta o banco em tempo real, devolve a resposta e, se você quiser, monta o gráfico. Não é chatbot decorativo. É acesso direto aos dados do negócio em linguagem natural.
O cron trimestral — a IA como analista
Toda terça-feira de início de trimestre, uma rotina agendada dispara uma análise completa por cima dos dados dos últimos 90 dias. O output é um documento estilo consultoria: o que aconteceu no funil, onde está o gargalo, qual origem está entregando melhor retorno, como redistribuir verba de anúncios, qual vendedor precisa de treinamento e em qual etapa.
Isso não substitui o time comercial. Substitui o relatório de fim de trimestre — aquela apresentação que alguém gastava três dias montando e que ficava defasada na semana seguinte.
O resultado
A AdaptLink deixou de operar no feeling. O comercial ganhou clareza sobre o que está funcionando e o que não está — e o gestor conseguiu ajustar os ponteiros certos do funil sem esperar pelo fechamento do mês.
Se o seu provedor está na mesma situação
A arquitetura que construímos pra AdaptLink não é exclusiva dela. Qualquer provedor que já tenha dados espalhados em ERP, CRM, VoIP e contas de anúncios pode adotar o mesmo padrão. O que muda são as integrações específicas — o modelo de centralização, MCP e análise por IA é o mesmo.